Eles prepararam para ele um quarto principesco,
Antes o seu pai como príncipe tomou o seu lugar.
"Tu és principal entre os grandes deuses,
O teu destino é inigualável, a tua palavra é Anu!
Ó Marduk, vós sois principal entre os grandes deuses,
O teu destino é inigualável, a tua palavra é Anu!
Doravante as tuas ordens não serão sem proveito,
O teu poder será para exaltação e para abatimento.
A palavra da tua boca será estabelecida, irresistível será a tua ordem,
Nenhum entre os deuses transgredirá os teus limites.
Abundância, o desejo dos santuários dos deuses,
Será estabelecida no santuário, ainda que faltem as ofertas.
Ó Marduk, tu és o nosso vingador!
Damos-te a soberania sobre todo o mundo.
Senta-te em poder; sê exaltado nas tuas ordens.
As tuas armas jamais perderão o seu poder, ele esmagará o inimigo.
Ó Senhor, poupa a vida daquele que pôs a sua verdade em ti,
Mas quanto ao deus que deu início à rebelião, derrama a sua vida."
Então coloca no meio deles uma vestimenta,
E falaram para Marduk, - o, seu primogênito:
"Que o teu destino possa, ó senhor, ser supremo entre os deuses,
Para destruir e para criar, fala tu a palavra, e as tuas ordens sejam cumpridas.
Ordena agora e faz com que a coberta desapareça;
E fala a palavra de novo e faz com que a vestimenta reapareça!
Então ele falou com a sua boca, e a vestimenta desapareceu;
Ordenou de novo e ela reapareceu.
Quando os deuses, os pais dele, cumpriram a sua palavra,
Regozijaram-se, e prestaram-lhe homenagem, dizendo, “Marduk é rei!”
Entregaram-lhe o cetro, e o trono, e o anel,
Deram-lhe uma arma invencível que dominará o inimigo.
Vai, e tira a vida a Tiamat,
E deixa que o vento leve o seu sangue para os lugares secretos."
Depois os deuses seus pais decretaram para o senhor o seu destino,
Fizeram que fosse colocado numa vereda de prosperidade e sucesso.
Aprontou o arco escolheu a sua arma, pegou numa lança e a segurou...
Levantou o bastão, na sua mão direita o segurou
O arco e a aljava fixou ao seu lado.
Colocou o relâmpago diante de si,
Com chama abrasadora encheu o seu corpo.
Fez uma rede para envolver as partes internas de Tiamat,
Reteve os quarto ventos para que nada dela pudesse escapar;
O vento do Sul e o do Norte do Este e do Oeste
Trouxe para junto da rede, a oferta do seu pai Anu.
Ele criou o vento do mal, e a tempestade, e o furacão,
E o vento quarto vezes mais poderoso, e o vento sete vezes mais
poderoso e o redemoinho, e o vento que não tinha igual;
Ele enviou os ventos que havia criado, os sete;
Para causar distúrbio nas partes interiores de Tiamat, eles seguiam-no.
Então o senhor provocou o trovão, a sua ponderosa arma,
Subiu à sua carruagem, a tormenta inigualável para o terror;
Ele colocou o harnez e o jugo sobre os seus quarto cavalos,
Destruidor, feroz, opressor, e rápido de ritmo;
... onde os seus dentes, estavam manchados de espuma;
Eram, destros em,... tinham sido treinados para espezinharem.
... . poderosos na batalha,
Esquerda e direita....
A sua cobertura era... , ele estava vestido de terror,
A sua cabeça estava coroada com brilho ofuscante.
Ele saiu, seguiu o seu caminho,
E em direção a enraivecida Tiamat colocou a sua face.
Nos seus lábios detinha...,
... segurava em sua mão.
Então eles o observavam, os deuses o observavam,
Os deuses seus pais o observavam, os deuses o observavam,
E o senhor aproximava-se, ele olhava intensamente para as partes internas de Tiamat,
Apercebeu-se da murmuração de Kingu, o seu esposo.
Enquanto Marduk olhava com intensidade, Kingu mostrava um semblante incomodado,
A sua vontade fora anulada e as seus movimentos cessaram.
E os deuses, seus ajudadores, que marchavam ao seu lado,
Atentavam para os seus lideres... e o seu parecer mostrava-se incomodado.
Mas Tiamat..., não voltou o seu pescoço,
Com lábios que não falhavam ela proferiu palavras de rebelião:
"... a tua vinda como senhor dos deuses,
Nos seus lugares se juntaram, no seu lugar eles estão! "
Então o senhor ergueu o seu trovão, a sua arma poderosa,
E contra Tiamat, que estava enraivecida, por isso ele enviou a palavra:
Tu te estás tornando grande, te exaltaste a ti mesma nas alturas,
E o teu coração te tem despertado chamando-te para a batalha.
... seus pais...,
... seus... tu odiaste...
Tu exaltaste a Kingu para ser o teu esposo,
Tens... aquele que, mesmo como, Anu, ele editou decretos tu seguiste após o mal,
E contra os deuses meus pais tu tens maquinado o teu plano maquiavélico.
Que os teus exércitos se equipem, cinge as tuas armas!
Levanta-te! Eu e tu, batalhemos!
Quando Tiamat ouviu estas palavras,
Estava como alguém possesso, ela perdeu a razão.
Tiamat proferiu penetrantes gritos selvagens,
Ela tremia e sacudia-se até aos seus fundamentos.
Recitou um encantamento, pronunciou o seu discurso,
E os deuses da batalha gritaram pelas suas armas.
Então avançaram Tiamat e Marduk, o conselheiro dos deuses;
Chegaram-se à batalha, á batalha se aproximaram.
O senhor estendeu a sua rede e apanhou-a,
E o vento mau estava atrás dele ele o soltou na face dela.
Como Tiamat abrisse a sua boca em toda a sua extensão,
Ele introduziu o vento mau, enquanto ela não fechou os seus lábios.
Os terríveis ventos encheram o seu ventre,
E a sua coragem se foi dela, e a sua boca se abriu a toda a largura.
Ele apanhou a lança e rebentou o seu ventre,
Ele separou as suas partes interiores, perfurou o seu coração.
Venceu-a e tirou-lhe a vida;
Lançou por terra o seu corpo e se colocou em cima dele.
Depois de ter massacrado Tiamat, a líder,
O poder dela se foi, o seu exército fora espalhado.
E os deuses seus ajudadores, que marchavam ao seu lado,
Tremiam e estavam com medo, e recuaram.
Fugiram para salvarem as suas vidas;
Mas eles foram cercados, de modo que não puderam escapar.
Ele os levou cativos, quebrou as suas armas;
Na rede em que foram apanhados
na armadilha em que caíram.
O ... do mundo que eles encheram de gritos de sofrimento.
Eles receberam o castigo dele, foram levados em cativeiro.
E sobre as onze criaturas que ela havia enchido do poder do terror assombroso,
Sobre as tropas de demônios, que marchavam após ela...,
Ele trouxe aflição, a sua força ele...;
Eles e a sua oposição ele espezinhou.
Além disso, Kingu, que tinha sido exaltado sobre eles,
Ele conquistou, e com o deus Dug-ga contou
Tomou dele as Tábuas do Destino que por direito não eram dele,
Ele as selou com um selo e no seu próprio peito as colocou.
Agora depois de o herói Marduk ter conquistado e lançado por terra os seus inimigos,
E ter feito o mesmo ao arrogante inimigo
E ter estabelecido o triunfo de Ansar sobre o inimigo
E ter alcançado o propósito de Nudimmud,
Sobre os deuses cativos ele fortaleceu a sua prisão,
E para Tiamat, que ele conquistou, ele voltou.
E o senhor permaneceu sobre as partes ocultas de Tiamat,
e com o seu implacável bastão ele esmagou a sua caveira.
Cortou todos os canais do sangue dela,
E fez com que o vento do Norte o arrojasse para os lugares secretos.
Os seus pais atentaram, e se regozijaram e ficaram alegres;
Presentes e ofertas lhe foram trazidos.
Então o senhor descansou, olhando intensamente para o corpo dela morto,
Enquanto dividia a carne de ... , e punha em prática um plano desenvolto.
Ele a separou como um peixe sem escamas em duas metades;
Metade dela a estabeleceu com uma coberta para o céu.
Fixou uma plataforma, postou uma sentinela,
E ofereceu-as para não deixarem as suas águas saírem.
Passou pelos céus, examinou as suas regiões,
E nas profundezas estabeleceu a morada de Nudimud.
e o senhor mediu a estrutura do Abismo,
Fundou E-sara, uma mansão como para ele.
A mansão E-sara que ele criou como céu,
Ele fez que Anu, Bel, e Ea habitassem em seus distritos...
Enuma Elish - O Épico da Criação - L.W.King (tradutor)
Antes o seu pai como príncipe tomou o seu lugar.
"Tu és principal entre os grandes deuses,
O teu destino é inigualável, a tua palavra é Anu!
Ó Marduk, vós sois principal entre os grandes deuses,
O teu destino é inigualável, a tua palavra é Anu!
Doravante as tuas ordens não serão sem proveito,
O teu poder será para exaltação e para abatimento.
A palavra da tua boca será estabelecida, irresistível será a tua ordem,
Nenhum entre os deuses transgredirá os teus limites.
Abundância, o desejo dos santuários dos deuses,
Será estabelecida no santuário, ainda que faltem as ofertas.
Ó Marduk, tu és o nosso vingador!
Damos-te a soberania sobre todo o mundo.
Senta-te em poder; sê exaltado nas tuas ordens.
As tuas armas jamais perderão o seu poder, ele esmagará o inimigo.
Ó Senhor, poupa a vida daquele que pôs a sua verdade em ti,
Mas quanto ao deus que deu início à rebelião, derrama a sua vida."
Então coloca no meio deles uma vestimenta,
E falaram para Marduk, - o, seu primogênito:
"Que o teu destino possa, ó senhor, ser supremo entre os deuses,
Para destruir e para criar, fala tu a palavra, e as tuas ordens sejam cumpridas.
Ordena agora e faz com que a coberta desapareça;
E fala a palavra de novo e faz com que a vestimenta reapareça!
Então ele falou com a sua boca, e a vestimenta desapareceu;
Ordenou de novo e ela reapareceu.
Quando os deuses, os pais dele, cumpriram a sua palavra,
Regozijaram-se, e prestaram-lhe homenagem, dizendo, “Marduk é rei!”
Entregaram-lhe o cetro, e o trono, e o anel,
Deram-lhe uma arma invencível que dominará o inimigo.
Vai, e tira a vida a Tiamat,
E deixa que o vento leve o seu sangue para os lugares secretos."
Depois os deuses seus pais decretaram para o senhor o seu destino,
Fizeram que fosse colocado numa vereda de prosperidade e sucesso.
Aprontou o arco escolheu a sua arma, pegou numa lança e a segurou...
Levantou o bastão, na sua mão direita o segurou
O arco e a aljava fixou ao seu lado.
Colocou o relâmpago diante de si,
Com chama abrasadora encheu o seu corpo.
Fez uma rede para envolver as partes internas de Tiamat,
Reteve os quarto ventos para que nada dela pudesse escapar;
O vento do Sul e o do Norte do Este e do Oeste
Trouxe para junto da rede, a oferta do seu pai Anu.
Ele criou o vento do mal, e a tempestade, e o furacão,
E o vento quarto vezes mais poderoso, e o vento sete vezes mais
poderoso e o redemoinho, e o vento que não tinha igual;
Ele enviou os ventos que havia criado, os sete;
Para causar distúrbio nas partes interiores de Tiamat, eles seguiam-no.
Então o senhor provocou o trovão, a sua ponderosa arma,
Subiu à sua carruagem, a tormenta inigualável para o terror;
Ele colocou o harnez e o jugo sobre os seus quarto cavalos,
Destruidor, feroz, opressor, e rápido de ritmo;
... onde os seus dentes, estavam manchados de espuma;
Eram, destros em,... tinham sido treinados para espezinharem.
... . poderosos na batalha,
Esquerda e direita....
A sua cobertura era... , ele estava vestido de terror,
A sua cabeça estava coroada com brilho ofuscante.
Ele saiu, seguiu o seu caminho,
E em direção a enraivecida Tiamat colocou a sua face.
Nos seus lábios detinha...,
... segurava em sua mão.
Então eles o observavam, os deuses o observavam,
Os deuses seus pais o observavam, os deuses o observavam,
E o senhor aproximava-se, ele olhava intensamente para as partes internas de Tiamat,
Apercebeu-se da murmuração de Kingu, o seu esposo.
Enquanto Marduk olhava com intensidade, Kingu mostrava um semblante incomodado,
A sua vontade fora anulada e as seus movimentos cessaram.
E os deuses, seus ajudadores, que marchavam ao seu lado,
Atentavam para os seus lideres... e o seu parecer mostrava-se incomodado.
Mas Tiamat..., não voltou o seu pescoço,
Com lábios que não falhavam ela proferiu palavras de rebelião:
"... a tua vinda como senhor dos deuses,
Nos seus lugares se juntaram, no seu lugar eles estão! "
Então o senhor ergueu o seu trovão, a sua arma poderosa,
E contra Tiamat, que estava enraivecida, por isso ele enviou a palavra:
Tu te estás tornando grande, te exaltaste a ti mesma nas alturas,
E o teu coração te tem despertado chamando-te para a batalha.
... seus pais...,
... seus... tu odiaste...
Tu exaltaste a Kingu para ser o teu esposo,
Tens... aquele que, mesmo como, Anu, ele editou decretos tu seguiste após o mal,
E contra os deuses meus pais tu tens maquinado o teu plano maquiavélico.
Que os teus exércitos se equipem, cinge as tuas armas!
Levanta-te! Eu e tu, batalhemos!
Quando Tiamat ouviu estas palavras,
Estava como alguém possesso, ela perdeu a razão.
Tiamat proferiu penetrantes gritos selvagens,
Ela tremia e sacudia-se até aos seus fundamentos.
Recitou um encantamento, pronunciou o seu discurso,
E os deuses da batalha gritaram pelas suas armas.
Então avançaram Tiamat e Marduk, o conselheiro dos deuses;
Chegaram-se à batalha, á batalha se aproximaram.
O senhor estendeu a sua rede e apanhou-a,
E o vento mau estava atrás dele ele o soltou na face dela.
Como Tiamat abrisse a sua boca em toda a sua extensão,
Ele introduziu o vento mau, enquanto ela não fechou os seus lábios.
Os terríveis ventos encheram o seu ventre,
E a sua coragem se foi dela, e a sua boca se abriu a toda a largura.
Ele apanhou a lança e rebentou o seu ventre,
Ele separou as suas partes interiores, perfurou o seu coração.
Venceu-a e tirou-lhe a vida;
Lançou por terra o seu corpo e se colocou em cima dele.
Depois de ter massacrado Tiamat, a líder,
O poder dela se foi, o seu exército fora espalhado.
E os deuses seus ajudadores, que marchavam ao seu lado,
Tremiam e estavam com medo, e recuaram.
Fugiram para salvarem as suas vidas;
Mas eles foram cercados, de modo que não puderam escapar.
Ele os levou cativos, quebrou as suas armas;
Na rede em que foram apanhados
na armadilha em que caíram.
O ... do mundo que eles encheram de gritos de sofrimento.
Eles receberam o castigo dele, foram levados em cativeiro.
E sobre as onze criaturas que ela havia enchido do poder do terror assombroso,
Sobre as tropas de demônios, que marchavam após ela...,
Ele trouxe aflição, a sua força ele...;
Eles e a sua oposição ele espezinhou.
Além disso, Kingu, que tinha sido exaltado sobre eles,
Ele conquistou, e com o deus Dug-ga contou
Tomou dele as Tábuas do Destino que por direito não eram dele,
Ele as selou com um selo e no seu próprio peito as colocou.
Agora depois de o herói Marduk ter conquistado e lançado por terra os seus inimigos,
E ter feito o mesmo ao arrogante inimigo
E ter estabelecido o triunfo de Ansar sobre o inimigo
E ter alcançado o propósito de Nudimmud,
Sobre os deuses cativos ele fortaleceu a sua prisão,
E para Tiamat, que ele conquistou, ele voltou.
E o senhor permaneceu sobre as partes ocultas de Tiamat,
e com o seu implacável bastão ele esmagou a sua caveira.
Cortou todos os canais do sangue dela,
E fez com que o vento do Norte o arrojasse para os lugares secretos.
Os seus pais atentaram, e se regozijaram e ficaram alegres;
Presentes e ofertas lhe foram trazidos.
Então o senhor descansou, olhando intensamente para o corpo dela morto,
Enquanto dividia a carne de ... , e punha em prática um plano desenvolto.
Ele a separou como um peixe sem escamas em duas metades;
Metade dela a estabeleceu com uma coberta para o céu.
Fixou uma plataforma, postou uma sentinela,
E ofereceu-as para não deixarem as suas águas saírem.
Passou pelos céus, examinou as suas regiões,
E nas profundezas estabeleceu a morada de Nudimud.
e o senhor mediu a estrutura do Abismo,
Fundou E-sara, uma mansão como para ele.
A mansão E-sara que ele criou como céu,
Ele fez que Anu, Bel, e Ea habitassem em seus distritos...
Enuma Elish - O Épico da Criação - L.W.King (tradutor)
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